With many thanks to Matheus Jurgen Riepenhoff , for this updated translation of the KSL Shot Cycle into Portuguese.
O Ciclo de Tiro KSL
Tradução revisada a partir do texto original do treinador Kisik Lee, publicado em KSL International Archery (https://www..kslinternationalarchery.com/Technique/KSLShotCycle/KSLShotCycle-USA.html).
Abaixo encontra-se o diagrama do Ciclo de Tiro KSL.
1. A Postura (Stance).
O sucesso no tiro com arco depende de estabilidade e consistência. A postura é o alicerce do tiro e foi uma das primeiras fraquezas que pude observar em praticamente todos os arqueiros que chegavam ao Australian Institute of Sport (AIS, o Instituto Australiano do Esporte) e às minhas clínicas técnicas: a incapacidade de manter uma conexão sólida entre a parte superior e a inferior do corpo. Por isso, a importância da postura e da estrutura biomecânica correta é fundamental, pois ela proporciona estabilidade, força e resistência.
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Em primeiro lugar, observemos o posicionamento dos pés. A posição recomendada é a postura aberta (open stance) — ver figura ao final desta seção. A postura aberta proporciona uma base biomecanicamente mais forte, especialmente em condições de vento. Os pés devem estar afastados aproximadamente na largura dos ombros, com o peso distribuído de maneira uniforme entre ambos.
A distribuição de peso recomendada é de cerca de 60–70% sobre a parte anterior dos pés (antepés) e 40–30% sobre os calcanhares. Muitos arqueiros se posicionam com mais peso nos calcanhares, o que desloca o centro de gravidade para trás e gera instabilidade. Imagine uma barra de aço reta atravessando o corpo, com a extremidade inferior firmemente fincada no solo e a superior saindo pela cabeça. O centro de gravidade deve estar posicionado aproximadamente entre os arcos plantares dos pés. Os quadris devem estar levemente inclinados para trás — em retroversão pélvica —, sensação semelhante à de contrair os glúteos. O esterno deve ficar recolhido (peito para dentro), aumentando o espaço livre entre o peito e a trajetória da corda. Os ombros devem estar alinhados com o alvo, mas os quadris devem permanecer abertos em relação a ele.
Nota: click nas fotos da página para ver as imagens ampliadas
2. Encaixe d a flecha (Nocking the Arrow).
Alguns manuais dedicam uma página inteira a este passo. Entretanto, encaixe a flecha da maneira que for mais conveniente para você — geralmente da mesma forma todas as vezes, integrando esse gesto à sua rotina de tiro.
3. Engate e Empunhadura (Hooking & Gripping)

Dedos da corda |
A maioria dos manuais sugere posicionar a corda atrás da primeira articulação dos dedos indicador, médio e anelar, de modo que, ao tracionar o arco, ela se aloje na primeira articulação dos dedos de tração. Esse procedimento, no entanto, pode causar, com o tempo, o desenvolvimento de um calo doloroso. Por isso, recomendo que a corda seja posicionada logo à frente da primeira articulação dos dedos indicador e anelar, e atrás da primeira articulação do dedo médio, para prevenir esse problema — veja a foto. (Durante meus anos de competição, isso aconteceu uma vez comigo, e o calo me deixou afastado por seis meses.) |
Ao colocar a dedeira (tab) na corda, o arqueiro deve verificar visualmente se a posição da dedeira na corda é sempre a mesma a cada tiro, incluindo a posição dos dedos sobre ela. Para garantir esse posicionamento exato dos dedos na dedeira, é fortemente recomendado o uso de um separador de dedos (finger spacer), pois ele permite que os dedos em contato com o separador fiquem mais relaxados. Sem o separador, há uma tendência a abrir os dedos para evitar pinçar o nock, o que cria tensão indesejada na mão de tração. Além disso, a mão deve ser posicionada na corda de tal forma que seu dorso não fique paralelo à corda, mas ligeiramente angulado em relação a ela — da maneira como se acomodará sob a mandíbula no momento da ancoragem. Dedeiras com plataforma (shelf tabs) não são recomendadas, pois podem impedir uma conexão sólida de toda a parte superior da mão de tração.
Aplica-se, então, uma pequena tensão na corda, o que facilita o posicionamento exato da mão do arco sobre a empunhadura. A mão do arco deve estar relaxada e bem encaixada — profunda e alta — na empunhadura, com o polegar posicionado de modo a apontar em direção ao alvo quando o arco for levantado; uma leve tensão no polegar é aceitável para se obter isso. Desde o início do set-up, a posição da mão do arco sobre a empunhadura não deve mudar. Frequentemente vejo arqueiros "ajustando" a mão na empunhadura em busca de uma posição confortável, o que pode variar de tiro para tiro conforme a sensação. A consistência no posicionamento da mão é extremamente importante para garantir que a área de pressão da mão esteja sempre na mesma localização sobre a empunhadura. Veja a foto para a posição da pressão da empunhadura sobre a mão.
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Engatar / segurar |
4.Mentalização (Mindset).
Esta é uma etapa crítica do tiro, na qual se decide o sucesso ou o fracasso. Você deve ter absoluta clareza sobre o que pretende realizar, avaliar se será necessário fazer alguma compensação na mira — e em que medida, se for o caso — e afastar quaisquer pensamentos irrelevantes ou distrações provocadas pelo que acontece ao seu redor. Você deve, neste momento, ficar totalmente focado no processo e realizar um rápido ensaio mental de como o tiro deve ser sentido. Durante esta etapa, faça uma ou duas respirações Zen profundas, a fim de se centrar plenamente e relaxar o corpo, sobretudo a face, o pescoço e a região dos ombros. É fundamental praticar essa etapa de mentalização durante os treinos até que ela se torne automática, pois a postura mental adotada nas competições não deve ser diferente daquela desenvolvida no treinamento. Essa consistência de pensamento criará maior consciência e promoverá confiança.
5. Preparação (Set-up)
O passo seguinte à mentalização é a preparação (set-up). O corpo deve estar posicionado com cerca de 60–70% do peso sobre os antepés e 40–30% sobre os calcanhares. Os quadris devem permanecer abertos em relação ao alvo, enquanto os ombros são alinhados com ele; isso criará uma pequena tensão logo abaixo da caixa torácica, contribuindo para a estabilidade do core. O esterno deve estar recolhido, e os músculos abdominais, contraídos. Os quadris devem ser levados à retroversão, de modo que seja possível contrair levemente os glúteos. Ao elevar o arco, o ombro posterior deve ser recuado para posicionar a escápula do lado da tração, enquanto ambos os ombros devem permanecer o mais baixos possível
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A posição de set-up — veja as fotos abaixo — não é obtida puxando-se fisicamente a corda para trás com a mão e o antebraço, mas pelo correto posicionamento do ombro de tração e das escápulas. As fotos mostram claramente o que estamos buscando. Durante o set-up, pode ser útil imaginar que os dedos apoiados na corda estão ligados ao cotovelo por correntes; essa imagem ajuda a manter mais relaxados os dedos de tração, a mão e o antebraço.
Ao assumir a posição de set-up, existe uma tendência natural de inclinar o corpo para trás, afastando-o do alvo, para compensar o peso do arco — tendência que se acentua à medida que a carga aumenta durante a tração. Por isso, recomenda-se adotar uma leve inclinação do corpo em direção ao alvo já na posição de set-up, neutralizando essa compensação natural.
Quando se eleva o arco na posição de preparação, a uma tendência natural a inclinar-se para longe do alvo para compensar o peso do arco, que piorará quanto o peso do arco é aumentado no momento em que se arma o arco. É aconselhável inclinar-se levemente para o alvo para neutralizar esta tendência natural.
6. Tração (Drawing).
Durante a preparação (set-up), a escápula do lado da tração já foi posicionada para trás — veja a foto A. A corda deve então ser puxada em linha reta até um ponto situado aproximadamente 5 a 7,5 cm abaixo do queixo — veja a foto B —, e não diretamente em direção a ele. O cotovelo de tração deve deslocar-se ao redor do corpo o suficiente para ficar alinhado, ou tão próximo do alinhamento quanto possível. Esse movimento contribui para assentar a escápula do lado da tração para baixo, manter baixo o ombro de tração e transferir o máximo possível da carga para a musculatura das costas — veja a foto C. A Lei da Aceleração atua desde o momento em que a tração se inicia. Por isso, é preferível executar a tração de maneira decidida, em vez de realizá-la lenta e cautelosamente. Isso também favorece o alinhamento precoce do cotovelo de tração
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Durante a tração, os dedos da mão de tração e o antebraço de tração devem permanecer com o mínimo de tensão possível. Para favorecer o relaxamento da mão e do antebraço de tração, imagine que os dedos estejam ligados ao cotovelo por cordas ou correntes.
A partir da posição de preparação, ao iniciar a tração, a mira do arco deve permanecer acima da linha horizontal que passa pelo centro do alvo. Se estiver abaixo dessa linha, será necessário elevar o braço do arco para levar a mira ao ponto de referência, o que provocará tensão adicional indesejada nesse braço. Nesta etapa, também é preciso resistir à tendência natural de inclinar o corpo para trás, afastando-se do alvo, como mencionado ao final do passo 5. Essa tendência surge como compensação ao peso do arco e pode se acentuar facilmente à medida que a carga aumenta durante a tração; com isso, perderíamos o equilíbrio, pois o centro de gravidade se deslocaria. Mantenha, ainda, o tríceps do braço do arco firme, para contribuir para a manutenção do ombro do arco baixo. Nesta fase, a pontaria ainda não deve ser iniciada.
Quanto à respiração, recomenda-se inspirar durante a tração, pois isso cria uma sensação natural de ganho de força. Discutiremos a respiração ao longo do ciclo de tiro como um tópico separado, e com mais detalhes, em um momento posterior.
7. Ancoragem (Anchoring).

Armando

Ancorando |
Ao atingir a tração completa, o braço e a mão de tração devem deslocar-se juntos, como uma única unidade, até a posição de "ancoragem", sob o osso da mandíbula. Na realidade, "ancoragem" talvez não seja o termo mais apropriado, pois pode dar a entender que a tração se encerra nesse ponto. Uma expressão mais adequada seria chegar à posição de "transferência/sustentação". O que ocorre, de fato, é uma mudança na natureza da tração: ela deixa de ser um movimento externo, perceptível pelo deslocamento da corda e da mão, e passa a ser um movimento interno, sustentado pela ação contínua da musculatura das costas. Esse conceito pode ser difícil de assimilar, pois tradicionalmente se tem defendido a tração contínua, isto é, a não interrupção do movimento físico da corda. Além disso, essa posição é determinada pelo posicionamento adequado das escápulas e do cotovelo de tração; a cabeça é apenas mais um ponto de referência dentro do processo, funcionando como a alça de mira (rear sight) do sistema. |
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ção deve estar alinhada com a flecha ou apenas discretamente acima dela. Se o cotovelo estiver elevado demais, torna-se muito difícil — ou até impossível — ativar adequadamente o trapézio inferior e o latíssimo do dorso, músculos necessários durante a fase de transferência. |

Altura do cotovelo |

Alinhamento |
AAlém disso, quando observado diretamente de cima, o cotovelo de tração deve estar alinhado com a flecha. Melhor ainda se estiver ligeiramente além desse alinhamento, mas nunca aquém dele. Desde o início da tração, a mão de tração deve ser posicionada de modo a se acomodar firmemente sob o osso da mandíbula, sem que seja necessário girá-la durante a tração ou ajustá-la contra o rosto ao chegar à ancoragem. A mão de tração deve estabelecer contato sólido com a mandíbula, criando uma conexão "osso com osso", essencial para assegurar a consistência da posição do nock em relação ao olho. Ao utilizar uma dedeira com plataforma (shelf tab), o arqueiro deve assegurar-se de que a parte superior da mão de tração continue fazendo contato completo com a mandíbula, pois é comum que apenas a plataforma da dedeira se apoie nela, o que pode gerar inconsistências. Qualquer rotação da mão de tração contra o rosto, ou elevação da ponta do cotovelo de tração, modificará a pressão exercida pelos dedos sobre a corda e, consequentemente, a dinâmica do tiro. O contato entre a corda e o queixo deve ser firme, pois constitui uma conexão forte e dará suporte a uma execução sólida.
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8. Carregamento/Transferência para a Sustentação (Loading/Transfer to Holding)
No início da fase de carregamento (loading) — que começa com uma breve sobreposição com o final da fase de tração, pouco antes da ancoragem —, recomenda-se fazer uma rápida verificação visual da posição do clicker sobre a flecha, a fim de favorecer maior consistência na execução. Ao puxar a corda até o ponto de ancoragem, é inevitável utilizar, em alguma medida, a musculatura do braço, do antebraço e da mão de tração, pois a corda não pode ser puxada apenas pelos músculos das costas. Por isso, antes de se estabelecer a posição de sustentação (holding), é necessário um breve momento para que a carga da tração — junto com as tensões indesejadas presentes na mão de tração, no braço, no antebraço e também na mão do arco — seja transferida para a musculatura inferior das costas. Esse processo de transferência deve durar aproximadamente meio segundo. Fica claro, portanto, que o método de ensino baseado no "movimento externo contínuo" é falho e constitui um obstáculo à obtenção consistente de pontuações elevadas. A sustentação é, assim, crucial e fundamental para a consistência.
Ao alcançar a posição crítica de sustentação, toda a atenção deve voltar-se para a musculatura das costas e permanecer nela. Se, nesse momento, a mente se desviar para qualquer outro aspecto, perde-se a conexão com a musculatura central das costas. É importante compreender que a sustentação não é uma etapa isolada, mas um ponto crítico de transição dentro de um processo contínuo, alcançado depois que todas as verificações e ajustes foram realizados. Uma vez estabelecida a sustentação, estamos prontos para iniciar a pontaria e a expansão. A partir daí, o foco deve estar em rotacionar as escápulas ainda mais para baixo e em direção à coluna, mantendo essa ação descendente ao entrar na fase de Pontaria e Expansão.
Neste ponto, convém fazer uma breve observação sobre a respiração durante o tiro, embora esse tema venha a ser tratado separadamente mais adiante.
No início da tração, realiza-se uma inspiração Zen profunda, criando uma sensação natural de ganho de força. Durante o processo de transferência de carga, o ar deve ser expirado lentamente, de maneira natural e relaxada, até que os pulmões permaneçam com aproximadamente 50% a 70% de sua capacidade. Essa expiração permite que a mira se acomode naturalmente sobre o centro amarelo ou sobre o ponto de mira escolhido. A respiração deve então ser suspensa durante a expansão, até a conclusão do acompanhamento do disparo (follow-through).
9. Pontaria e Expansão (Aiming & Expansion)

Mirando |
Até ancorarmos, nossa mente foi focalizada internamente, mas agora nós devemos trocar para o que é chamado de foco externo estreito. A atenção deve estar na hora de mirar. Se deve mirar somente DEPOIS da fase de Transferência/Carga e uma vez que tenhamos alcançado a ancoragem, NÃO ANTES!
O tempo ideal desde a ancoragem até soltar a corda é de 1' a 3' para melhores resultados. O subconsciente deve permitir localizar a mira onde se está apontando e deixá-lo flutuar ao redor. O mirar se deve abordar sem ansiedade. Deve ser tratado como outro passo no processo de disparar uma flecha, no ponto central. Quando nos concentramos com certa intensidade, só se pode atender a um canal de cada vez. Se tem a atenção completamente em mirar, a conexão com os músculos das costas se perderá. Obviamente que o mirar necessita tomar lugar, deve ser realizado de uma maneira mais subconsciente que consciente. |
Durante a fase de expansão, o cotovelo da mão da corda deve estar idealmente atrás da linha, a escápula gira e vai para abaixo, para a coluna, abrindo o peito em um movimento circular. Isto é basicamente um micro movimento, que devido ao raio de movimento, será suficiente para mover a flecha nos últimos 1-2mm através do clicker.
Nos devemos compreender que a expansão não é justamente um movimento linear do empurrar e/ou de puxar, mas sim um resultado de um movimento circular grande que envolve a escápula (movimento pequeno), os ossos do peito se conectam com as articulações do peito (movimento maior) e os braços do arco e da corda (o maior movimento). Isto é o Raio de Movimento (Ratio of Circular Movement or ROCM).
| Para dar esse sentimento de expansão, visualizar uma conexão entre o braço esquerdo e direito. Logo, vendo em linha e girando a escápula para a coluna, se experimentará um sentimento de aumento do peito,sendo o maior entre as mãos do arco e da corda, suficiente para passar os últimos mm do clicker sem empurrar e/ou puxá-lo. Como este movimento é em ambos os sentidos, não deve haver nenhum movimento aparente da corda quando observamos o ponto de referencia no protetor de peito. Geralmente isto somente pode ser observado em atiradores com técnicas corretas de 1350+ FITA. Durante a expansão, o arqueiro deve manter firme os tríceps do braço do arco e baixar o ombro da frente e a mão do arco relaxada. |
 ROCM |
O equilíbrio durante a expansão deve ser sempre 50/50. Um desequilibro pode afetar o centro de gravidade, levando o corpo para o alvo, o que fará que o arqueiro se incline para atrás, afastando-se do alvo.
Durante esta fase, a atenção deve estar completamente na expansão. Qualquer pensamento sobre os dedos da corda ou outra coisa deve ser esquecido ou a conexão com os músculos das costas se perderá, atrapalhando a liberação.
10. Liberação da Corda (Release).

Largada |
A corda deve ser liberada pelo relaxamento completo dos dedos de tração, permitindo que ela siga seu curso . Deve-se deixar que a própria corda afaste os dedos de seu caminho. Ao observar alguns arqueiros de elite, percebe-se que seus dedos, no momento da liberação e durante o acompanhamento do disparo, permanecem praticamente na mesma posição em que estavam quando apoiados na corda. A fotografia mostra uma liberação exemplar, executada por Tim Cuddihy nos Jogos Olímpicos de Atenas, em 2004. |
A liberação deve ser iniciada a partir da musculatura central das costas — o trapézio — e não deve resultar de um empurrão no riser com a mão do arco, nem de uma puxada da corda com os dedos de tração. Trata-se de um movimento interno, conforme descrito no passo 9.
O acionamento do clicker é uma fase do tiro que deve ser percebida ou sentida, e não aguardada pelo som. Esse conceito pode ser difícil de compreender. No entanto, se o arqueiro espera ouvir o clicker para então liberar a corda, o pensamento consciente se volta para o clicker e, mais uma vez, perde-se a conexão com a musculatura central.
O acionamento do clicker é uma fase do tiro que deve ser percebida ou sentida, e não aguardada pelo som. Esse conceito pode ser difícil de compreender. No entanto, se o arqueiro espera ouvir o clicker para então liberar a corda, o pensamento consciente se volta para o clicker e, mais uma vez, perde-se a conexão com a musculatura central.
Há, ainda, um músculo específico que controla o dedo mínimo, o extensor digiti minimi. O dedo mínimo da mão de tração deve permanecer relaxado e sempre na mesma posição de um tiro para o outro. Qualquer mudança de posição ou de tensão nesse dedo afetará o nível de tensão nos dedos efetivamente envolvidos na tração.
11.Acompanhamento do Disparo (The Follow-Through)

Continuação do tiro |
O acompanhamento do disparo é, na verdade, parte da liberação, e não um movimento separado. A tensão dorsal correta deve ser controlada por um a dois segundos após a liberação. A continuidade da rotação e da compressão das escápulas ao longo do acompanhamento produzirá uma percepção muito mais clara da tensão dorsal. O acompanhamento deve ser uma reação natural: em vez de uma liberação curta, recomenda-se uma liberação longa e fluida, que não deve ser forçada, mas resultar do uso correto da tensão dorsal.
Um acompanhamento exagerado e forçado é indício de uma liberação defeituosa. Na maioria dos casos, ele resulta de uma ação artificial que altera o centro de gravidade, afetando o tiro. Além disso, quando o acompanhamento é forçado, a pressão exercida por cada dedo sobre a corda tende a variar, modificando a forma como os dedos se afastam da corda e levando a resultados inconsistentes.
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Quando o acompanhamento ocorre naturalmente, a mão de tração — que deve estar bem relaxada — desloca-se para trás e permanece em contato com o rosto, seguindo a linha da mandíbula pelo maior tempo possível. O cotovelo deve mover-se lateralmente para trás, com um movimento descendente natural como consequência. A mão de tração não deve cair em direção ao ombro durante o acompanhamento, pois isso fará com que o cotovelo desça excessivamente. Além disso, deve-se visualizar o arco movendo-se em linha reta em direção ao alvo, embora o braço do arco, em razão da expansão rotacional, se desloque ligeiramente para a esquerda no caso de um arqueiro destro.
Quando o acompanhamento ocorre naturalmente, a mão de tração — que deve estar bem relaxada — desloca-se para trás e permanece em contato com o rosto, seguindo a linha da mandíbula pelo maior tempo possível. O cotovelo deve mover-se lateralmente para trás, com um movimento descendente natural como consequência. A mão de tração não deve cair em direção ao ombro durante o acompanhamento, pois isso fará com que o cotovelo desça excessivamente. Além disso, deve-se visualizar o arco movendo-se em linha reta em direção ao alvo, embora o braço do arco, em razão da expansão rotacional, se desloque ligeiramente para a esquerda no caso de um arqueiro destro.
12.Relaxamento e Retorno (Relaxation and Feedback)

Relaxamento/analise |
Ao final do acompanhamento do disparo, o corpo e a mente precisam se preparar para o próximo tiro. Qualquer tensão física ou mental criada durante o tiro anterior deve ser dissipada. Para isso, recomenda-se realizar uma ou duas respirações Zen profundas. Este é também o momento para um retorno (feedback) analítico e sem envolvimento emocional. Evidentemente, isso é mais fácil de dizer do que de fazer, sobretudo após um tiro abaixo do esperado. No entanto, como os resultados no alvo são absolutos, só há benefício na análise racional. É muito importante que o arqueiro aprenda a "sentir" o tiro, para que eventuais discrepâncias técnicas possam ser reconhecidas e corrigidas nos disparos seguintes. O que deve interessar é apenas a localização real da flecha no alvo, pois ela fornece retorno sobre o processo executado e sobre as demais avaliações feitas, incluindo a leitura das condições climáticas.
Para o processo contínuo de aprendizagem e para o desenvolvimento do arqueiro, é fundamental que ele assuma plena responsabilidade pelo resultado de cada tiro. Não há desculpas; há apenas razões, pelas quais o arqueiro deve se responsabilizar. Desculpas comuns — como o vento — e distrações — como o celular que toca inesperadamente, as câmeras de televisão que se aproximam para um close-up, o barulho dos espectadores, bebês chorando etc. — precisarão ser trabalhadas futuramente, caso se mostrem um problema para o arqueiro
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Com isso, conclui-se a Técnica do Ciclo de Tiro KSL em doze etapas, conforme ensinada atualmente pelo técnico Lee no Centro de Treinamento Olímpico de Tiro com Arco dos Estados Unidos, em Chula Vista, e anteriormente no Instituto Australiano do Esporte, em Camberra. Essas doze etapas são plenamente endossadas pelo técnico Lee, assim como todas as demais informações técnicas — incluindo a seção de perguntas frequentes — disponíveis neste sítio eletrônico.
A KSL International Archery reconhece a importância de uma instrução técnica uniforme, e é gratificante observar que uma das nações líderes no tiro com arco adotou integralmente a B.E.S.T. (Biomechanically Efficient Shooting Technique — Técnica de Tiro Biomecanicamente Eficiente), baseada nos ensinamentos do técnico Lee. Desejamos compartilhar livremente essas informações com os arqueiros e treinadores dispostos a abrir a mente e a ampliar seu conhecimento por meio dos métodos de ensino daquele que, nas palavras de Jim Easton, é "um dos treinadores de tiro com arco mais experientes e talentosos do mundo e de toda a história olímpica".
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É muito importante para o processo contínuo de aprendizagem de um arqueiro, que o arqueiro aceite a total responsabilidade do tiro. Não há assim, somente razões, pelas quais o arqueiro tem que tomar responsabilidade.
Assim com diante de vento, distrações, o telefone celular que toca, câmeras de TV, o barulho dos espectadores, bebés que choram, etc..., etc..., que necessitarão ser atendidas no futuro, é um trabalho para o arqueiro.
Isto conclui as doze fases Técnicas do ciclo II de tiro com arco de KSL que ensinou o treinador Lee no Centro USA de treinamento Olímpico de Arqueria em Chula Vista e previamente no Australian Institute de Sport em Canberra.
Estes doze passos são provados completamente pelo treinador Lee, como são quaisquer outras informações técnicas, inclusive FAQ, neste site web.
KSL Internacional Archery reconhece a importância de unificar o treinamento e recompensa ver que uma das nações a frente no tiro com arco tem a adotado de coração a B. E. S. T. (Técnica de Disparo Biomecanicamente Eficiente) baseada nos ensinamentos do treinador Lee.
Desejamos compartilhar estas informações livremente com esses arqueiros e os treinadores que estão dispostos a abrir suas mentes e desejos de aumentar seu conhecimento compartilhando o conhecimento e os métodos docentes de, como foi indicado por Jim Easton, "um dos treinadores de tiro com arco mais experientes e talentosos do mundo e através da história Olímpica".
Nota 1:-
Nenhuma parte deste documento ou qualquer outra informação desta página WEB pode ser reproduzida nem transmitida em parte ou em sua integridade total por qualquer razão por qualquer forma de comércio ou proveito sem o expresso consentimento de KSL International Archery.
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